Arquidiocese de Aparecida encerra o Ano Santo como peregrina da esperança
No dia 28 de dezembro, a Arquidiocese de Aparecida celebrou, no Santuário Nacional, o Encerramento do Ano Santo, reunindo fiéis, peregrinos e agentes pastorais em um forte momento de ação de graças, fé e renovação missionária.
A celebração foi presidida por Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, que conduziu a assembleia a uma profunda reflexão sobre o sentido cristão da esperança, do perdão e do compromisso fraterno. Em sua homilia, Dom Orlando recordou que a esperança cristã não se sustenta sem a cura das feridas humanas e espirituais:
“Sem curar feridas, não temos esperança nenhuma.”
O arcebispo destacou que a vivência da fé vai além dos grandes templos e celebrações solenes, convidando a Igreja a sair em missão, aproximar-se das pessoas e fortalecer os vínculos comunitários:
“Mais importante do que ir às catedrais é abraçar os irmãos, peregrinar na casa dos vizinhos e ali criar grupos de reflexão.”
Ao falar sobre a santidade, Dom Orlando enfatizou que ela se constrói no cotidiano, nos gestos simples e concretos de amor:
“A santidade acontece no agora, no hoje. É amar no instante que nos é dado.”
Inspirado pelas reflexões do Papa Francisco, o arcebispo recordou as sete esperanças que devem nortear a caminhada da Igreja: a paz, os doentes, os jovens, os imigrantes, a abertura à vida, a esperança para quem deseja gerar vida e a reconstrução dos laços fraternos. Também alertou para os desafios atuais vividos pela Igreja no Brasil, marcados pelo afastamento de muitos fiéis, reforçando que:
“A Igreja é uma comunidade de amigos.”
O Encerramento do Ano Santo reafirmou o chamado para que a Arquidiocese de Aparecida continue sua missão como Igreja sinodal, próxima e fraterna, traçando novos mapas da esperança e testemunhando o Evangelho com coragem, misericórdia e amor.
Por Leandra Ozório
Assessoria de Comunicação





